O Ensino dos Místicos Tibetanos
Agosto 9, 2008
Então.. esse é o último post sobre o livro Iniciações Tibetanas da Alexandra David-Néel.
“Tendo nascido como um ser humano, seria lastimável esbanjar essa vida empregando-a na prática de ações irracionais ou malfazejas, e morrer depois de ter levado uma vida inutil” (pág. 170)
Para os tibetanos é muito difícil ter a oportunidade de nascer como humano… então não se pode deixar escapar a chance de sair da roda de nascimentos e renascimentos. Eu particularmente não acredito que possamos reencarnar em animais assim tão facilmente, já que são seres que não possuem raciocínio logico. Seria um retrocesso muito grande, o que poderia ocorrer somente com ações terrivelmente ruins em vida humana.
“É necessária uma vigilância contínua para se preservar das faltas que podem ser cometidas pelo corpo, pela palavra e pelo espírito”
Vigilância dos sentidos. Você consegue controlar seus pensamentos ou eles vem como um turbilhão desordenado em sua cabeça? O budismo tem a proposta de nos libertar do sofrimento. Identificar quais são as armadilhas que as sensações nos forjam só é possível com essa vigilância.
“Estudai com imparcialidade todas as doutrinas que vos são acessíveis, sejam quais forem suas tendências.”
Como ter a opinião mais correta sobre algo se não se procura saber tudo sobre? Como perceber a malícia da palavra de alguns, se és ignorante? Não temeis o desconhecido, o sentimento correto é: respeitai o desconhecido!
E uma das frases que mais me intriga num âmbito de ação, sobre a qual nem me permito tecer comentários, só gostaria de saber de quem leu o post…
Para manter-se independente é necessário estar livre de desejos. Quem não quiser dar a ninguém a oportunidade de passar-lhe uma corda no nariz para conduzi-lo como se conduzem bois, deve estar livre de toda espécie de apegos.
Então…como ser livre dos desejos?
