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Archive for junho \29\UTC 2008

Intenções

Não é de hoje que muitas pessoas utilizam levianamente nomes sagrados para bandas, nicks e marcas. Cada vez me surpreendo mais com o que vejo.. Como se já não bastasse Hitler, que denegriu o significado da suástica, ainda temos:

-Nirvana: é um estágio em que o iniciado se torna o próprio Deus na Face da Terra, através do absoluto equilibrio interno e auto-conhecimento.. Aí aparece um drogado (que me desculpem os fãs, mas ele era mesmo! rs) que resolve colocar esse nome na banda dele de grunge.. para completar a orgia filósofica ele suicida.

-Brahma: no hinduísmo, é uma deidade que representa a face criadora de Deus. E nos comerciais brasileiros sobre a cerveja com o mesmo nome do Deus? Mulheres semi-nuas se oferecendo para marmanjos machistas, propaganda de uso de uma droga (lícita) aos jovens.

– Eliphas Levi: grande ocultista, autor de livros de enorme sabedoria. Porém, no youtube, vc encontra banda de J-rock com o nome dele… oO

Nesse mundo cada vez mais insano, fica difícil dinstinguir o que é desrespeito a uma cultura/religião ou não. Aquelas charges polêmicas sobre Allah… Se você considera que (tomando essa história só como exemplo) foi liberdade de expressão, então tudo o é, não há ninguém passível de mal julgamento por NADA do que disser… e se considerar desrespeito, quase tudo o é também, então chegaríamos a uma ditadura na qual não se pode dizer nada.

Qual é o limite?

O que é melhor? Mais caos ou menos liberdade?

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O Fabuloso destino de Amélie Poulain é, com certeza, um dos melhores filmes que já vi. Sou suspeita para falar, porque sempre gosto dos filmes mais alternativos.

Amélie para mim é o estado contemplativo, o olhar curioso e ímpar de alguém que não se identifica com o todo, e disso, todos temos um pouco. É gostar de coisas simples, que a maioria das pessoas julgaria bobas demais, ou até ridiculas. Amélie é também não se importar com isso. Ao mesmo tempo que ela observa tudo, ela tem medo de vivenciar por si própria os sentimentos. Chega uma hora em que ela tem que se enfrentar, escolher entre viver ou deixar tudo passar…

Além da história maravilhosa, uma das coisas mais belas do filme é sua trilha sonora, composta por Yann Tiersen. Ele conseguiu traduzir perfeitamente o sentimento do filme… Triste, belo, profundo.

Eis uma das músicas da trilha de que mais gosto, La Dispute:

Namastê!

 

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Sabe quando bate aquela vontade súbita de escutar uma banda/cantor que há muito tempo você deixou de lado, mas que fez parte de momentos especiais da sua vida? Tive esse assalto há alguns dias.

Eu tinha apenas 13 anos quando comecei a adentrar no mundo da música alternativa. System of a Down, Nirvana (quem nunca gostou de Nirvana que atire a primeira pedra!), Legião Urbana.. e finalmente o alvo do post..Silverchair!

Quem não se lembra do tema amoroso da Malhação com “Miss you love”? O album que contém essa música é muito bom mesmo, e que me chama mais a atenção é a letra da segunda faixa do cd, Anthem for the year 2000:

“We are the youth
We’ll take your fascism away
We are the youth
Apologise for another day
We are the youth
And politicians are so sure
We are the youth
And we are knocking on death’s door

Never knew we were living in a world
With a mind that could be so sure
Never knew we were living in a world
With a mind that could be so small
Never knew we were living in a world
And the world is an open court
Maybe we don’t want to live in a world
Where innocence is so short

We’ll make it up to you
in the year 2000 with you”

8 anos se passaram.. e creio eu que as coisas pioraram. Vejo minha cidade em crise (Juiz de Fora, com seu ex-prefeito ladrão) e as pessoas a minha volta pouco se importando com tudo.

Deixo então Silverchair tocando Miss you love pra vocês.. e para mim também…

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O assunto do post sempre foi um tabu para mim, e hoje, nas minhas leituras diárias, me deparei com um texto do Khalil Gibran, cujas palavras são sempre muito belas e de grande produndidade, sobre o Prazer.

Vou compartilhá-lo com vocês então:

“Então um eremita que visitava a cidade uma vez por ano, avançou e
disse, Fala-nos do Prazer.
E ele respondeu, dizendo:

O prazer é uma canção de liberdade, mas não é a liberdade.
É o desabrochar dos vossos desejos, mas não é os seus frutos.
É um chamamento profundo para as alturas, mas não é profundo nem alto.
É o encarcerado a ganhar asas, mas não é o espaço que o circunda.
Sim, na verdade, o prazer é uma canção de liberdade.
E bem gostaria que a cantásseis com todo o vosso coração;
No entanto, não percais os vossos corações nos cânticos.
Alguns da vossa juventude procura o prazer como se isso fosse tudo, e esses
são julgados e punidos.
Eu não os julgaria nem puniria.
Gostaria que empreendessem a busca.
Pois eles encontrarão prazer, mas não só.
Sete são as suas irmãs, e a mais insignificante delas é mais bela que o prazer.
Nunca ouviram a história do homem que cavava a terra para encontrar raízes
e descobriu um tesouro?
E alguns de vós, mais velhos, recordam os prazeres com remorsos.
Como erros cometidos quando estavam bêbedos.
Mas o remorso só obscurece o espírito e não o castiga.
Deveriam lembrar-se dos prazeres com gratidão, tal como fariam após uma
colheita no verão.
No entanto, se os conforta sentir o remorso, deixai-os confortarem-se.
E há entre vós aqueles que não são nem suficientemente jovens para
empreender a busca, nem suficientemente velhos para se lembrarem;
E no medo deles de procurarem e se lembrarem, conseguem afastar todos os
prazeres, a menos que negligenciem o espírito.
Mas até na antecipação reside o seu prazer.
E assim também eles encontram um tesouro, embora procurem as raízes com
mãos trémulas.
Mas dizei-me, quem pode ofender o espírito?
Será que o rouxinol consegue ofender a quietude da noite ou o brilho das
estrelas?
E as vossas chamas ou fumo conseguem carregar o vento?
Pensais que o espírito é um lago imóvel que podeis perturbar?
Muitas vezes ao negardes a vós mesmos o prazer, estais a ocultar o desejo
nos recônditos do vosso ser.
Quem sabe que o que parece ser omitido hoje espera por amanhã?
Até o vosso corpo conhece a sua herança e as suas necessidades e não sairá
desiludido.
E o vosso corpo é a harpa da vossa alma, e é a vós que compete extrair dela
uma doce melodia ou sons confusos.
E no vosso coração, perguntais,
“Como distinguiremos o que é bom no prazer do que não é?”
Ide para os vossos campos e jardins e aprendereis que o prazer da abelha
consiste em retirar o mel da flor.
Mas também a flor tem prazer em dar o seu mel à abelha.
Pois para a abelha a flor é uma fonte de vida.
E para a flor a abelha é mensageira de amor.
E, para ambas, abelha e flor, o dar e o receber de prazer é uma necessidade e
um êxtase.
Povo de Orfalés, olhai para os vossos prazeres como as abelhas e as flores.”</
em>
(Khalil Gibran no livro O Profeta)

Quando terminei de ler esse texto, me veio em mente uma música famosa da cantora francesa Edith Piaf, da qual coloco um video do YouTube abaixo. A música diz “Não! Nada de nada… Não! Eu não me arrependo de nada… Nem o bem que me fizeram, nem o mal – isso tudo me é igual!”. Resta a nós, simples mortais, tentar aplicar isso em nossas vidas, ser como as abelhas e as flores..

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Me impressiono com as misturas que os artistas fazem… Estava navegando no YouTube distraidamente, quando encontro um vídeo de um tal de Matisyahu. Pensei: “WTF???”. Então, antes do vídeo todo ser carregado, li um comentário:

“I have to admit, at first i laughed at the thought of a hasidic reggae singer, but now i’m a converted fan, mainly because of this song, it’s just… Quality.”
“Eu tenho que admitir, num primeiro momento eu ri desse cantor de Hadisic reggae, mas agora sou um fã convertido, principalmente por causa desa música, é só.. qualidade”

Quando ouvi, era um reggae com guitarras.. e um cara engraçado cantando um inglês meio embolado. Mas eu digo, vale a pena conhecer e ver a letra dessa música:

Letra :
http://letras.terra.com.br/matisyahu/507434/
Traduzida:
http://letras.terra.com.br/matisyahu/568511/

*E pra você que ficou se perguntando o que é Hasidic:
Hasidic Judaism na Wikipédia (em inglês) – http://en.wikipedia.org/wiki/Hasidic_Judaism

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Marisa Monte.. Aos que sabem português, nem é preciso muitas explanações! Clássico e de extremo bom gosto!

Marisa Monte es una grande cantante brasileña. Este albun es classico y un de los mejores (Pero no sé se hay un mejor que otro.. todos son muy buenos)

Marisa Monte is one great brazilian singer. This album is classic and one of the best (but I really don’t know if there is one better than other.. they’re all amazing!)

Marisa Monte

http://rapidshare.com/files/39983122/Rose_and_Charcoal.rar

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