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Archive for julho \29\UTC 2008

Namastê

O Significado de Namastê é muito interessante: “O meu Deus saúda o Deus que há em ti”. Quando falamos essa palavra a alguém, reconhecemos sua espiritualidade, seja ela qual for, seja qual for sua religião.

Eu costumava julgar muito as pessoas… quando me falavam “ah, sou evangélico” ou “sou católico”, um certo desprezo pela pessoa me vinha à mente. Eu falava Namastê em vão, blasfemava seu significado. Estava cega por um orgulho de conhecer coisas que a maioria não conhece. Orgulho extremamente idiota, já que justamente o que estudo é que “Não há religião superior à Verdade”, o que define uma pessoa é seu caráter, e somente isso. Tudo bem que não dá certo eu me relacionar afetivamente com um umbandista, já que não concordo com o tipo de mediunidade praticada por eles, e nem com o machismo incorporado pelos maçons. Mas jamais, JAMAIS posso me achar superior a alguém, porque mesmo que seja em certos aspectos, se eu o acho já me diminuo.

Traiçoeira é a vaidade, que faz com que muitas pessoas percorram caminhos nada luminosos. Não podemos nos render a elogios e nem a defeitos verbalizados por outrém. Temos que ter consciência do que somos, de quem somos, e perceber as intenções por trás das palavras. Genuínas ou não, elas só nos afetam se nos deixarmos afetar.

Quando percebemos que Deus, Brahma, Tupã, ou qualquer outro nome que se dê para essa Energia criadora, é o Vazio e o Não-Vazio ao mesmo tempo, porque sendo Tudo, tem que ser ambas as coisas, essas diferenças se tornam ínfimas, e nos sentimos parte de um Todo, indivisível.

Então com virtudes, defeitos e compatibilidades e incompatibilidades de pensamentos com você, O meu Deus saúda o Deus que há em ti!

Namastê!

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Fado é o tipo de música que me desperta a atenção… Músicas alegres nunca são tao bonitas quanto as tristes… Então eis músicas belíssimas como dica para vocês 🙂

Deixo um video no youtube para vocês conhecerem, e se gostarem, abaixo há links para download:

 

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Aqui continuo a fazer algumas observações sobre o livro “Iniciações Tibetanas” 🙂

No Tibete é muito comum a escolha de um mestre para guiar o neófito em sua iniciação. “A erudição, a santidade e as profundas visões místicas de um lama, não são uma garantia, pensam os tibetanos, e seus conselhos são igualmente proveitosos para qualquer discípulo” (pág 19). Então o que determina a escolha perfeita de um mestre são os caminhos que o discípulo almeja percorrer. O mestre ideal será aquele que percorreu um caminho parecido com o que o neófito quer conhecer.

Um mestre pode recusar um neófito sem nenhuma explicação, ou exigir testes como queira. A autora não dá muitos exemplos desses testes, mas todas as vezes que fala deles cita a “crueldade” de alguns, como num ritual de certo grau de iniciação o neófito ter que engolir uma vela de 10cm de comprimento, e acesa. Cita também que as provações passadas por ele para chegar a ter que engolir uma vela acesa podem ter sido tantas, que a vela é uma besteirinha de nada.

Para os lamaístas “para se tornar eficaz o conhecimento (chesrab) , deve-se unir ao método, aos meios hábeis (thabs) conducentes à iluminação desejada.” Forma o binômio thabs-chesrab no qual o conhecimento –  chersab – é representado pela mãe, e o método – thabs – é representado pelo pai. “É dessa forma que devem ser vistas as estátuas de casais enlaçados que se encontram nos templos lamaístas”(pág. 23).

Essas estátuas são chamadas Yab Yum (Yab é o masculino e Yum é o feminino):

Eis uma visão de sexo completamente diferente da que conhecemos. Um lama, se não tiver uma esposa para gerar um filho que seria seu sucessor na Doutrina a que pertence, pode exigir a geração de um filho por um de seus discípulos. O processo de geração desse filho me pareceu muito interessante:

  1. O lama fala ao neófito as características que deve ter a mãe da criança, são características que distinguem uma mulher-fada.
  2. Escolhida a mãe é realizado um ritual, uma espécie de casamento.
  3. O casal fica recluso por um tempo que pode ser de semanas até meses, e nesse tempo separados, ambos meditam e fazem preces para os deuses para que seja concebida uma criança iluminada e apta a ser líder de sua doutrina.
  4. Quando chega a hora da união do casal, há uma cerimônia na qual o casal finalmente consuma o casamento, dentro de um círculo mágico.
  5. Após o nascimento, o casal se separa para continuarem suas vidas religiosas, enquanto a criança fica sob responsabilidade do lama, que direcionará toda a educação dela para o propósito a que foi concebida.

Esse processo me lembrou muito a história dos livros “As Brumas de Avalon”, na qual irmãos se unem para a geração de um filho de sangue puro, sem saberem que eram irmãos, durante um ritual anual da fertilidade.

Esse livro da Alexandra David-Néel é cheio de surpresas a cada página, e já estou começando a me confundir com tantas palavras novas e difíceis de assimilar… São palavras tibetanas, que vem de um alfabeto de 30 letras e muitas delas não são pronunciadas! Brevemente.. a PARTE III!

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Primeiramente, gostaria de expressar minha alegria por ter batido o recorde de acessos ao blog ontem! Geralmente só eram registrados em média 15 acessos diários, mas ontem foram 40!!! E o que mais me deixa feliz é saber que isso aconteceu com meu tema predileto: o ocultismo! Então, para não perder o pique, indico aqui um dos livros ocultistas que mais gostei de ter lido, o romance Zanoni.

O autor pertencia à Ordem Rosa-Cruz e escreveu uma história em que os princípios da Ordem se encontram todos em sentido figurado… Muitos dos estudos rosacruzes eu tenho conhecimento, como Atlântida, Lemúria… Mas não sei se eles estudam da mesma maneira que eu estudei, então o que eles sabem continua como algo só deles.

O livro mostra 4 personagens chave que podem ser considerados como “tipos” de comportamento das pessoas em relação à Iniciação:

Viola: pessoa completamente passional, não necessariamente má, mas que acaba fazendo coisas ruins pela fé cega, pela pouca impotância que dá à razão. Creio que esse tipo de pessoa é o mais comum em nossa sociedade, uma vez que a maioria não se questiona sobre sua condição, seus atos e a razão de sua existência.

Glyndon: é o aspirante à Iniciação, porém com uma fé infantil, duvidosa e apegada aos bens materiais. Ele chega a começar seu processo de Iniciação, mas desonra os ensinamentos recebidos por causa da Maya (ilusão) dos sentidos e sentimentos desenfreados. Seu personagem mostra que a paciência é extremente necessária nos caminhos ocultos. Ele tentou ter acesso a outros planos e sucumbiu, porque se julgava bom e avançado demais para esperar mais um pouco… Temos que manter sempre a humildade, uma vez que a prepotência pode ser fatal… É essencial “reconhecermos o Buda que há dentro da outra pessoa”, assim é mais difícil nos acharmos “melhores” que o outro.

Zanoni: um ser misterioso, de idade indefinida, já que através de sua Iniciação atingiu um ponto em que o tempo não existe, e que ele se faz imortal mesmo na Terra. É o Sábio que usa seu poder e sabedoria a favor da Humanidade, e se mantém ativo no meio das pessoas mais poderosas da sociedade francesa para evitar acontecimentos catastróficos. Porém ocorre algo que em mais de 300 anos de existência nunca tinha ocorrido… o amor por uma mulher, pura mas passional (Viola). A forma de redenção ao amor proibido que esse Ser encontrou foi a geração de uma criança.

*(de acordo com a Lei do Karma, muito bem apresentada pela Sociedade Teosófica, na maioria dos casos o filho de um casal vem com um grau de Evolução Espiritual maior que o dos pais) 

Mejnour: representa a sabedoria anciã e reclusa. Não trabalha para a humanidade, mas contempla a natureza em todas as suas formas e reconhece a divindade em tudo. É serenidade, paz e calma de alguém que já passou por todas as fases da vida com louvor.

Depois que terminei de ler o livro, sempre tenho em mente o afastar do meu caminho de um esteriótipo tipo Glyndon. Reconheci muitas das fraquezas dele em mim mesma, mas também a vontade de ser como Zanoni, trabalhar para a Humanidade e na Humanidade, para ver todas as mazelas se dissiparem… Viola.. dela quero preservar a pureza, mas não a passionalidade. Luto então todos os dias para alcaçar o verdadeiro equilíbrio entre emoção e razão. E não quero ser isolada como Mejnour… mas com certeza procuro contemplar a divindade em todos os seus aspectos.

Namastê!

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Sempre tive vontade de escrever sobre ocultismo aqui no blog, já que é o tema que mais estudo fora as faculdades, mas nunca soube exatamente como fazê-lo. Então me deparei com esse livro que está me saindo bem melhor do que a encomenda, e estou tão empolgada que resolvi não esperar seu término para comentá-lo

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Primeiramente, a autora do livro foi a primeira mulher recebida com homenagens nos santuários do Tibete. Foram 30 anos andando a pé e praticando mendicância no Extremo Oriente. Imagine o grau de desprendimento desta mulher, que nasceu no Ocidente, o “lado” do mundo em que mais se prega o consumismo e o apego aos bens materiais!

 

No livro, faz-se a diferenciação da visão Ocidental da palavra MISTICISMO do significado Oriental. “No Larousse: Misticismo – doutrina filosófica e religiosa segundo a qual a perfeição consiste em uma espécie de contemplação que vai até o êxtase e une misteriosamente o homem à Divindade.” (Cap. 1, pág 11). Reparem como são distintas as visões! Para nós ocidentais, a palavra é relacionada com fanatismo e superstição… Perceba como temos que ter um cuidado imenso com as interpretações que fazemos sobre conhecimentos Orientais!

 

Ao contrário do que eu imaginava, os místicos tibetanos não acreditam em Deus, não nesse Deus único, todo-poderoso e criador de tudo em que aprendemos a acreditar. Existem sim vários deuses mas nenhum se assemelha ao Deus único que temos (ou não) conhecimento.

 

Eles negam a existência de um ‘eu’, dizem que “ele não é mais que uma cadeia de transformações, um agregado cujos elementos materiais e mentais agem e reagem mutuamente e estão em contínua troca com os agregados vizinhos. Na sua concepção, o indivíduo assemelha-se à vertiginosa correnteza de um rio ou a um turbilhão com múltiplos aspectos” (Cap.1, pág 17).

 

Confesso que até agora estou tentando assimilar esse novo conceito de ‘eu’… Como se nossa Individualidade não tivesse uma parte nossa, mas é totalmente parte do conjunto… Se não “possuímos” nosso espírito e ele já está no Todo, no que realmente consiste a iniciação tibetana? O alcançar desse turbilhão de múltiplos aspectos?

 

Esse livro com certeza cria um embate a todas as convenções cristão-religiosas impostas à nossa sociedade.

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Por se tratar de um assunto muito abstrato, encerro aqui a primeira parte dos comentários sobre o livro… Brevemente postarei a parte II!

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Enquanto lia o prefácio do livro Adonai, de Jorge E. Adoum, me deparei com uma frase de Nietzche que não saiu de minha mente: “Nunca lerei as obras de escritores cujo intento tenha sido escrever um livro; mas sim as daqueles cujos pensamentos, por si mesmos, tenham formado um livro.”

E não atoa ela me impressionou. Há dias tento escrever algo aqui no blog e não me vem idéia alguma! Clico em ‘escrever’ e fico olhando para a tela do computador… Talvez seja porque escrever é se expôr. Minha vida tem girado muito em torno de coisas que não posso e nem quero expôr para todos. Percebi que estava tentando escrever com o propósito de postar, e não de transmitir idéias… e que as idéias são universais e também podem ser transmitidas de forma impessoal, por mais pessoais que sejam.

Não cito a frase só para aplicá-la a mim, mas também para fazer um alerta, ao que diz respeito aos meios de comunicação, que se perceba a intenção do autor. Quando você lê algo escrito por outra pessoa, entra em contato com o plano de idéias dela , consequentemente ocorre uma troca de energia entre ambos. Eis o desafio: escolher bem as idéias que quer absorver! Deve ser por isso que quase não vejo televisão…

Bem, acho que hoje consegui escrever com o propósito certo 😉

Namastê!

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Estou apaixonada pela voz suave da Rita Lee, cantando músicas consagradas dos Beatles… Ela soube dar um toque brasileiro a elas na medida certa. Algumas versões em português, outras em inglês mesmo, e até forró a danada usou na faixa I want to hold your hand!

Vale a pena conferir!Bossa\'n\'Beatles - Rita Leehttp://www.4shared.com/file/42088372/14e2b73a/ritaleebossanbeatles.html

1. A Hard Day’s Night
2. With a little Help From My Friends
3. If I fell
4. All my loving
5. She loves you
6. Michelle
7. In my life
8. Here, there and everywhere
9. I want to hold your hand
10. Lucy in the sky with diamonds
11. Pra você eu digo sim
12. Minha vida

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