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Archive for novembro \28\UTC 2008

Para saber as habilidades de um líder, primeiramente precisamos definir o que é um líder, qual é o tipo de líder e o tipo de liderança exercida. De acordo com Weber, o líder é sempre dotado de alguma autoridade. Essa autoridade pode ser de 3 tipos: a exercida através de uma autoridade legal, ou seja, homologada por leis, com raiz burocrática; a exercida pela tradição, ou seja, o legado de autoridade passado de pai para filho numa monarquia ou em forma de herança (no caso da herança ser uma empresa); e há também a autoridade carismática, esta tida como virtude pelo autor acima citado.

A autoridade carismática seria em realidade a máxima de um líder. Ele possui a capacidade de unir pessoas a seu redor e não obrigá-las, mas sim convencê-las e motivá-las a fazer o que se quer que seja feito. Esse sim é o verdadeiro dom de um líder.

Precisamos então definir o que é carisma. Pela Wikipédia, carisma é “Palavra amplamente utilizada para definir o dom de influência e fascinação que um artista, político, empresário, etc., que está exposta às massas ou multidões, exerce sobre o público”.

Carisma é uma coisa inata, você nasce com isso ou não, o que torna o líder sempre natural. Não se forja um líder com teorias e táticas. Porém, pode-se melhorar o relacionamento e os resultados obtidos por aqueles que exercem as outras duas formas de autoridade, sabendo-se utilizar dos conceitos da experiência dos Três Climas de Kurt Lewin.

Os três climas utilizados por Lewin num estudo de dinâmicas de grupo correspondem a outras 3 formas de exercer a autoridade. São elas: o laissez-faire, a autocracia e a democracia.

Grupos liderados através do laissez-faire (tradução do francês deixai fazer) tenderam à desordem e à não-produtividade, por se tratar de uma forma de organização sem autoridade presente. As pessoas faziam o que queriam, quando queriam fazer. Uma característica marcante encontrada foi o cinismo.
Grupos liderados numa autocracia mostraram resultados, porém apresentaram características perturbadoras como excesso de obediência, destrutividade e apatia. Sentiram-se sufocados, sem poder de ação própria.

Os grupos organizados de forma democrática trabalharam melhor, com mais resultados e com tolerância. Porém, há pré-requisitos a serem considerados para um bom funcionamento da democracia: maturidade e responsabilidade.

O desafio proposto com os conceitos apresentados é, para um líder ou não, saber dosar a utilização dessas 3 formas de exercer a autoridade. Não se pode ser completamente democrático se todas as pessoas não são maduras e responsáveis, o que exigiria um pouco de autocracia. Porém esta exageradamente utilizada pode causar graves problemas no grupo. O laissez-faire também se faz necessário, uma vez que cada um dentro de um grupo precisa ter autonomia criativa, esta que enriquece as relações num jogo em que a soma das partes é imensamente maior que o todo.

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Ultimamente tenho feito uma viagem no canto lírico, na ópera e na música clássica em geral. Tenho conhecido cantoras e cantores fabulosos e a voz que mais me impressionou até agora foi a de Cecilia Bartoli. Vale a pena conferir a biografia dela no site (http://www.ceciliabartolionline.com/) e toda sua trajetória musical.

Ela é a musicista que mais vende no meio clássico, e digo que não é atoa não!

Deixo aqui o link para download no 4shared do álbum Opera Proibita:

Clique AQUI para baixar.

Namastê!

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Comecei a ler o livro A Matemática e a Monalisa de Bulent Atalay e com certeza irei comentá-lo em vários posts aqui no blog. Apesar de um nome um tanto ‘assustador’, o livro possui uma linguagem muito tranqüila.

As obras e descobertas de Leonardo Da Vinci são o centro do debate, e o livro começa com uma viagem em torno da vida do gênio. Lendo essa parte inicial do livro revivi minha infância também, tinha um cd-rom sobre o Leonardo Da Vinci cheio de textos, algumas animações e um jogo (e claro, eu só acessava as animações e o joguinho né!). Pensava: “Que homem doido foi esse que escrevia espelhado???”

Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci

O lance é que o cara foi realmente um gênio! Era filho bastardo de um homem muito importante do vilarejo Toscano de Anchiano, Itália, e com a morte de sua mãe foi viver com o pai. Nunca foi reconhecido como filho legítimo, mas ao menos recebeu apoio do pai nos estudos de desenho e pintura: aos 17 anos já era aprendiz no ateliê de pintura de Andrea di Francesco di Cione, um dos artistas mais influentes de Florença.

Aprendeu a arte de transformar carvões vegetais em tintas de cores exuberantes, além das técnicas de pintura. Essas técnicas de transformar pigmentos e carvões em tinta para pintura são muito interessantes. Quando vemos um quadro pronto, ou hoje, quando vemos as tintas tão acessíveis em tubinhos, não temos a dimensão de quanto custavam na época de Da Vinci. Isso é muito bem retratado no filme Moça com brinco de pérola, com Scarlett Johansson. Farei um post só sobre isso posteriormente.

Continua…

Namastê!

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O pudor é a defesa do progresso, e a libertinagem a sua destruição. Nunca poderá progredir uma nação se seus filhos se afundam na lama da corrupção. Porque o escravo de suas paixões é também escravo dos seus semelhantes. Não há liberdade sem honra e não há honra sem pureza e domínio das paixões. A libertinagem é o símbolo da decadência dos reinos porque debilita as forças mentais e corporais, aniquila o vigor e amesquinha a alma. – do livro Adonai, pág. 304

O que vemos à nossa volta é o que? Libertinagem. O autor do fragmento acima ainda fala de povos que chegaram ao auge e decaíram por causa dela, mas o que acontece hoje é que quem está no auge banha-se na libertinagem e quem não tão no auge está, também mergulha fundo nesse poço de águas turvas.

O beijo é banal, o sexo é banal, a vida é banal. Tudo é banal a não ser o ego e os caprichos passionais das pessoas. O amor é palavra sem significado.

Quando eu enfim amar alguém, não vou dizer “eu te amo”. Prefiro inventar uma outra palavra que signifique realmente o que esse sentimento representa. É a mesma coisa com Deus. Deus não é uma força onipotente e onipresente que constitui tudo no universo e sim “o cara lá de cima”, um velhinho bondoso de túnica branca, barbudo, pairando em cima de uma nuvem branca. Faça-me o favor!

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