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Archive for setembro \08\UTC 2009

Na reportagem da Veja dessa semana sobre o pré-sal, a revista diz que Lula tem impulsionado sua candidata com um “discurso retógrado-nacionalista de que só o PT protege o petróleo e outras riquezas do país”, utilizando slogans ufanistas como “o Brasil é a quinta potência”.

Os partidos de direita de nossa atualidade nunca foram muito a favor do nacionalismo, tanto que na maioria das escolas brasileiras não se tem mais a hora cívica. Pode-se entender esse fato  superficialmente como sendo reação à obrigatoriedade do amor à pátria trazida pela ditadura militar. Porém, os que condenam um mínimo de nacioanalismo esquecem-se que sem amor à pátria, o culto ao egocentrismo se torna maior dentro da sociedade, dificultando a disseminação de um sentimento de “um por todos, todos por um”, daquela fraternidade na qual todos trabalham em prol de um bem maior, para um país e  futuro melhores.

Os perigos do nacionalismo a meu ver residem em uma sociedade pensar ser melhor que outras e querer subjulgar estas, além de poder servir de instrumento de alienação do povo, fazendo-o acreditar que tudo o que o Estado faça está correto. Faz-se então necessário conceituar nacionalismo:

O nacionalismo é um sentimento de valorização marcado pela aproximação e identificação com uma nação, mais precisamente com o ponto de vista ideológico.

Costuma diferenciar-se do patriotismo devido à sua definição mais estreita. O patriotismo é considerado mais uma manifestação de amor aos símbolos do Estado, como o Hino, a Bandeira, suas instituições ou representantes. Já o nacionalismo apresenta uma definição política mais abrangente Por exemplo: da defesa dos interesses da nação antes de quaisquer outros e, sobretudo da sua preservação enquanto entidade, nos campos linguístico, cultural, etc., contra processos de destruição identitária ou transformação.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nacionalismo

O nacionalismo então pode ser usado como instrumento anti-imperialista em relação à nações dominadoras. A onda nacionalista na América Latina me parece um reflexo da tentativa norte-americana de obter influência no subcontinente, uma vez que aqui se encontram grandes reservas naturais de matéria-primas. Porém, sem o crescimento de uma identidade conjunta sul-americana, nenhum nacionalismo resistirá ao apelo econômico da potência estadunidense.

O grande erro ao se considerar o nacionalismo é achar que esse sentimento de ser melhor que outras nações faz parte de seu conceito. Esse sentimento extremamente prejudicial é de motivação puramente política e conjuntural. É como o socialismo/comunismo: o verdadeiro mesmo só existiu no papel.

Temos conceitos e teorias maravilhosas, porém as falhas no caráter humano nos deixam longe da possibilidade de vê-las realmente acontecendo. Não sou à favor de estatizar empresas brasileiras que são hoje, privadas, como mencionou Lula em relação à Vale. Porém, deixar tão grande potencial de crescimento – digo potencial porque ainda não há certeza sobre as reais dimensões de exploração do pré-sal – em mãos estrangeiras é muita falta de brasilidade. Simplesmente criticar atitudes tidas como nacionalistas não mudam o foco do problema: riquezas brasileiras entregadas à empresas de outros países, estes que infelizmente muitas vezes querem nos subjulgar.

Neste post não quero ser partidária da direita ou esquerda brasileiras. Podemos ver nitidamente as grandes falhas do PT em nosso governo, um dos mais expostamente corruptos que já vimos. Quis sumariamente oferecer uma visão sobre esses antigos conceitos que agora resurgem no atual governo.

Uma boa semana a todos! 😉

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