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Archive for the ‘Proatividade’ Category

Neste período, em uma das faculdades estou tendo uma matéria chamada empreendedorismo. Particularmente acho as considerações feitas, em geral um tanto redundantes… “Ser empreendedor é…”, “O empreendedor faz…”, etc.

Porém, em um dos textos me deparei com uma reflexão muto interessante, de ordem prática (é um exercício):

O exercício proposto é para que você com o uso de sua Imaginação crie o objetivo primário: (o resultado é pessoal e somente para  você).
Você está prestes a comparecer a um dos eventos mais importantes de sua vida. Esse evento acontecerá em um local suficientemente grande para acomodar todos os seus amigos, sua família, seus parceiros de negócios, toda e qualquer pessoa para quem você é importante e é importante para você. Você consegue visualizar o local? As paredes estão cobertas com tapeçarias douradas, a iluminação é à meia-luz, suave, produzindo um brilho quente nas faces de seus convidados em expectativa, as cadeiras deles são belamente estofadas com um tecido dourado, que combina com as tapeçarias.
Na frente da sala, há um palco e, nele, há uma mesa ricamente decorada, com velas queimando em cada uma das extremidades; sobre a mesa, ao centro, está o objeto da atenção de todos: uma caixa grande, brilhante e ornada. E na caixa está… Você! Você se vê deitado (a) na caixa, duro (a) como uma pedra.
Agora ouça:
Dos quatro cantos da sala ouve-se uma gravação de sua voz. Você consegue ouvir?  Você está se dirigindo a seus convidados e está contando a eles a história de sua vida.
Como você gostaria que essa história fosse? Esse é seu Objetivo Primário. O que gostaria de poder dizer sobre sua vida quando já for muito tarde para fazer algo para mudá-la? Este é seu Objetivo Primário. Se você tivesse que escrever um roteiro para a fita a ser tocada para aqueles que estão de luto em seu velório, como gostaria que fosse lido? Este é seu Objetivo Primário.
E, uma vez criado o roteiro, tudo o que você precisa fazer é torná-lo real, é começar a viver sua vida como se ela fosse importante, é levar a vida a sério, criá-la intencionalmente. Enfim, tornar sua vida, efetivamente, naquilo que você deseja. Simples? Sim? Fácil? Não.
Isso é essencial se você deseja que sua empresa tenha um significado além do trabalho. Se sua empresa se tornar parte integral dessa fita, se terá uma grande contribuição na realização de seu sonho, se sua empresa se tornará um componente significativo de seu Objetivo Primário, você tem de fazer com que ela própria saiba que Objetivo é esse!
E como espera fazer isso se você não sabe qual é? O Objetivo Primário é muito importante para o sucesso da empresa? Sem uma imagem clara de como deseja que sua vida seja como é que você pode começar a vivê-la? Como saber qual é o primeiro passo a ser dado? Como medir seu progresso? Como saber onde você estava? Como saber até que ponto já chegou? Como saber até aonde ainda deve ir?  Sem o Objetivo Primário, isso realmente não seria possível: seria quase impossível. (M. GERBER)

Aqui o escritor colocar em termos de criação de uma empresa. Bem, creio que o exercício tenha aplicação ao MOTIVO DE SE VIVER, mais do que na criação de uma firma. Pode ser religioso, humanístico, filosófico ou simplesmente material, o impotante é ter para si esse Objetivo Primário. Ele pode ser a propulsão para a realização de muitos sonhos e ideais. Sem ele, tudo fica sem sentido. Para quê trabalhar, casar, ter filhos? Para quê pagar impostos, ler jornais, reclamar da situação do país?

Então… qual é seu Objetivo Primário?

PAX e Bom Feriado! Que a luxúria não seja a base da diversão e sim a amizade, o bem estar e a celebração da vida em seus mais belos aspectos!

E Feliz Natal para alguns!

Karina

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Estou lendo o livro The Fire Next Time em inglês, e com certeza me sinto revoltada com tudo que os negros americanos passaram e passam. Antes de falar um pouco do livro, é importante citar algo sobre o autor. James Baldwin foi o primeiro escritor americano a explicitar o pensamento dos negros em relação aos brancos. E o sentimento não é nada bom… Passar por tanta discriminação sem cultivar o mesmo mal, só que reverso (preconceito dos negros contra os brancos), deve ser muito difícil. Mas é algo que se faz necessário para haver paz!!!

Trazendo a discussão para o Brasil, temos preconceito “racial”? Temos! Mas não pode ser comparado com o explícito estadunidense. Se James Baldwin ainda vivesse para ver o dia da vitória de Obama, teria a certeza de que suas palavras impressas em tantos livros tiveram algum efeito, juntamente com a luta de outros grandes nomes como Luther King.

É engraçado como aqui em nosso país, mulatos tem a cara de pau de se dizerem brancos. Se sentem brancos quando não o são. Mas, afinal, quem é realmente branco no Brasil? NINGUÉM! Nós recriamos a divisão pela cor de pele aqui, embasada em nada! 99% dos brasileiros são resultado de pura miscigenação, uma das coisas mais belas que existe, porque demonstra a união e aceitação das diferenças puramente físicas de cada povo.

Ainda vai chegar o dia em que não haverá tons de pele muito distintos, seremos uma única raça carregando em nossos genes todas as culturas do mundo. E essa raça não vai ser branca nem negra. E quer saber? O tom que vai ter não importa porque quando chegarmos lá, cores serão meros detalhes perto do caráter de cada um.

Transcrevo aqui um pequeno fragmento do texto (tradução feita por mim):

“Eu estava friamente determinado – mais determinado do que na época eu poderia imaginar – nunca ficar em paz no gueto, e até morrer e ir para o inferno antes de deixar qualquer homem branco cuspir em mim, antes de aceitar meu “lugar” nessa república. Eu não pretendia permitir que as pessoas brancas me dissessem que eu era,  me limitarem daquele jeito e se livrarem de mim daquela forma. E ainda, claro, ao mesmo tempo, eu estava sendo definido, limitado e poderia ter sido descartado sem esforço algum.”

Para finalizar esse post, o primeiro e não o último sobre racismo, deixo a primeira parte do documentário Olhos Azuis para vocês. Esse video relata uma experiência na qual as pessoas brancas tem uma mínima noção do que é ser negro na sociedade americana, da discriminação e do grau de inferioridade imposto aos negros em cada dia de suas vidas.

Veja e tente ignorar:

PAX!

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Para saber as habilidades de um líder, primeiramente precisamos definir o que é um líder, qual é o tipo de líder e o tipo de liderança exercida. De acordo com Weber, o líder é sempre dotado de alguma autoridade. Essa autoridade pode ser de 3 tipos: a exercida através de uma autoridade legal, ou seja, homologada por leis, com raiz burocrática; a exercida pela tradição, ou seja, o legado de autoridade passado de pai para filho numa monarquia ou em forma de herança (no caso da herança ser uma empresa); e há também a autoridade carismática, esta tida como virtude pelo autor acima citado.

A autoridade carismática seria em realidade a máxima de um líder. Ele possui a capacidade de unir pessoas a seu redor e não obrigá-las, mas sim convencê-las e motivá-las a fazer o que se quer que seja feito. Esse sim é o verdadeiro dom de um líder.

Precisamos então definir o que é carisma. Pela Wikipédia, carisma é “Palavra amplamente utilizada para definir o dom de influência e fascinação que um artista, político, empresário, etc., que está exposta às massas ou multidões, exerce sobre o público”.

Carisma é uma coisa inata, você nasce com isso ou não, o que torna o líder sempre natural. Não se forja um líder com teorias e táticas. Porém, pode-se melhorar o relacionamento e os resultados obtidos por aqueles que exercem as outras duas formas de autoridade, sabendo-se utilizar dos conceitos da experiência dos Três Climas de Kurt Lewin.

Os três climas utilizados por Lewin num estudo de dinâmicas de grupo correspondem a outras 3 formas de exercer a autoridade. São elas: o laissez-faire, a autocracia e a democracia.

Grupos liderados através do laissez-faire (tradução do francês deixai fazer) tenderam à desordem e à não-produtividade, por se tratar de uma forma de organização sem autoridade presente. As pessoas faziam o que queriam, quando queriam fazer. Uma característica marcante encontrada foi o cinismo.
Grupos liderados numa autocracia mostraram resultados, porém apresentaram características perturbadoras como excesso de obediência, destrutividade e apatia. Sentiram-se sufocados, sem poder de ação própria.

Os grupos organizados de forma democrática trabalharam melhor, com mais resultados e com tolerância. Porém, há pré-requisitos a serem considerados para um bom funcionamento da democracia: maturidade e responsabilidade.

O desafio proposto com os conceitos apresentados é, para um líder ou não, saber dosar a utilização dessas 3 formas de exercer a autoridade. Não se pode ser completamente democrático se todas as pessoas não são maduras e responsáveis, o que exigiria um pouco de autocracia. Porém esta exageradamente utilizada pode causar graves problemas no grupo. O laissez-faire também se faz necessário, uma vez que cada um dentro de um grupo precisa ter autonomia criativa, esta que enriquece as relações num jogo em que a soma das partes é imensamente maior que o todo.

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Passeando pelo G1, encontrei essa notícia:

Microsoft e Nintendo aparecem como vilãs em lista do Greenpeace

Como estudante de Administração tenho que dizer: olhar essas listas não custa nada, e dar preferência para empresas socio-ambientalmente corretas faz TODA a diferença!

Meu notebook é Acer… e eu vi na reportagem que a empresa não está com uma nota muito boa nos critérios de avaliação do Greenpeace. Talvez não tivesse comprado deles se soubesse disso antes! Se houvesse uma mobilização massificada de consumidores para isso, as empresas seriam praticamente obrigadas a rever suas condutas com o meio ambiente.

Mas isso é que nem política, o pessoal tem preguiça de procurar o passado dos candidatos em que vota (não digo nem nada aprofundado, mas até o superficial parece que é cansativo para a maioria das pessoas. E se encontra um produto mais barato (voltando ao tema da reportagem) não está nem aí para os danos à sociedade que foram causados pela fabricação do mesmo.

Pensemos coletivamente! O capitalismo não é cruel, mas sim a cultura ao individualismo e egocentrismo!

Namastê!

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