Feeds:
Posts
Comentários

É interessante como podemos redescobrir o supostamente conhecido. Quem não conhece Chico Buarque? Ele é daqueles artistas que ficam em nosso imaginário de compositores brasileiros, mas antes eu não dava realmente muita bola pra ele.  Comecei de mansinho, com uma coletânea, e agora me vejo imersa em suas composições.

Trata-se de pura poesia e engajamento de uma pessoa que conseguiu passar sua mensagem apesar da opressão, e que até hoje lota casas de shows com suas melodias e carisma. Há um tempo vi um video muito legal dele com caetano, cantando uma de minhas músicas preferidas (Tatuagem). Nele Caetano falava como são bonitas as mulheres que existem em Chico (sim, ele compôs e cantou muitas músicas no feminino). Deixo o vídeo para vocês e o link para um álbum maravilhoso dele!

Clique AQUI para download

1. Festa imodesta
2. Copo vazio
3. Filosofia
4. O filho que eu quero ter
5. Cuidado com a outra
6. Lágrima
7. Acorda amor
8. Lígia
9. Sem compromisso
10. Você não sabe amar
11. Me deixe mudo
12. Sinal Fechado

Como não estou achando o livro Lágrimas e Sorrisos na internet, coloco aqui um dos melhores textos do livro:

Visita da Sapiência

Na calma noite, veio a sapiência e parou junto ao meu leito, olhou-me como uma mãe extremosa, limpou minhas lágrimas e disse-me: “Ouvi o grito de tua alma e vim para consolá-la. Estende-me teu coração para que eu possa enchê-lo de luz. Inquire-me e mostrar-te-ei o caminho do direito”

Perguntei: “Quem sou, ó sapiência, como cheguei a este lugar medonho? Para que estas singulares aventuras, estes demasiados livros, e estes pensamentos que passam como bandos de pombos?

E que falatório é este, idealizado pela inclinação, espalhado com prazer?

Que significado têm estas tristezas e alegrias que enlaçam minha alma e abraçam o meu coração? Que olhares são estes que me fitam, vêem as minhas entranhas e se desviam dos meus padecimentos?

Que gritos são estes que lamentam os meus dias, e se rejubila de minha pequenez? Que juventude é esta, que brinca com minhas inclinações e escarnece de minha sensibilidade, esquecendo os afazeres de ontem, e alegrando-se com o folguedo do momento? Que mundo é este que me leva aonde não sei, e pára quando estou absorto?

E que terra é esta, com a boca aberta para tragar os corpos, e com o seio descoberto para a residência dos ambiciosos? Quem é este homem, que se contenta com a felicidade, se para obtê-la há o precipício? E que pede o beijo da vida e a morte esbofetea-o, e que compra um minuto de gozo com um ano de arependimento, que se entrega a Morfeu, e os sonhos chamam-no, e que caminha com as ribeiras da ignorância para o vale das trevas? Que são todas essas coisas, ó sapiência?…”

Respondeu: “Tú, ó humano, queres ver este mundo com olhar de divindade e queres compreender o mistério do mundo futuro com pensares humanos? Isto é o cúmulo do atrevimento! Vai para a campina e acharás a abelha volteando nas flores, e o gavião investindo contra a presa. Entra na casa de teu vizinho, verás a criança admirada com o clarão do fogo, e a mãe ocupada nos afazeres domésticos.

Sê como as abelhas, e não gastes os dias da primavera observando o gavião. Sê como o infante, alegra-te com o clarão do fogo, e deixa tua mãe com os seus afazeres.

Tudo o que vês, é e será para ti!

Os livros demasiados, os traços estranhos e os belos pensamentos são imagens das almas dos teus antepassados. As conversações que foram por ti abordadas, o que intervinha entre ti e teus irmãos, o homem, e as significações tristes e alegres – são sementes; semeou-as o passado no campo da alma, e o futuro as colherá.

A juventude que brinca com tuas inclinações abrirá a porta do teu coração para a luz entrar.

A Terra que está com a boca aberta libertará a tua alma do cativeiro. Este mundo que te arrasta é teu coração, e o teu coração é tudo de que desconfias, sabedor que este homem que tu julgas ignirante e pequeno, veio da parte de Deus para aprender a alegria pela tristeza e a ciência pelas trevas”

Deitou a sapiência a sua mão na minha fronte ardente e disse: “Vai para a frente e não pares nunca. Não receies os espinhos do caminho. A frente é a perfeição.”

Estudando esoterismo, sempre nos deparamos com o fato de que nem sempre podemos entender tudo o que nos cerca, que há um plano, uma visão, a qual não estamos preparados para ver ainda. Nesse texto de K. Gibran, o eu lírico pergunta à sapiência coisas que ele não entende com sua própria visão. Ele exigia uma resposta da sapiência, que pode ser considerada um símbolo de toda essa energia superior oculta e imcompreensível.

Vendo a resposta da sapiência, me pergunto até que ponto não devemos indagar o que nos turva o entendimento.  O ser humano é o único ser na Terra capaz de se perguntar “quem sou?”, “de onde vim?” e “para onde vou?”. Essas prguntas são o motor para tanta evolução social e tecnológica existentes. Talvez o erro do personagem do texto tenha sido tomar tudo isso com revolta, como se ele não estivesse inserido e não contribuisse de alguma forma para o mundo que questionou.

A análise do micro sem a análise do macro é perigosa, é cega. Tentar analisar o macro sem analisar sabiamente o micro, é igualmente cego. “Este mundo que te arrasta é teu coração, e o teu coração é tudo de que desconfias”: é necessário mudar-se, para mudar o mundo.

O autor fala muito em honrar os antepassados e faz alusão à reencarnação (“e as significações tristes e alegres – são sementes; semeou-as o passado no campo da alma, e o futuro as colherá”). Não consegui informações sobre sua religião ou orientação espiritual mas, a meu ver, seus textos são universais. Na wikipédia há a informação de que há muitas referências à Bíblia, além de ter escrito o livro Jesus, o Filho do Homem(1928).

Gibran Khalil Gibran

O primeiro livro de Khalil Gibran que tive o privilégio de ler foi O Profeta. Gostei tanto que procurei mais livros dele em sebos. Leio agora Lagrimas e Sorrisos. Khalil não queria que esse livro fosse publicado, só o foi a pedido de amigos dele, isto porque são textos escritos em sua juventude, cheios de sonhos e sentimentos de querer mudar o mundo. Neles estão o registro de suas primeiras experiencias com o amargo da vida e toda a revolta causada no poeta.

Foi um choque para mim encontrar-me com essa sua nova face, ainda mais quando se acostuma com o embalo de “sabedoria anciã” de O Profeta. Num dos textos de Lágrimas e Sorrisos há uma trecho compreensivelmente grifado pelo antigo dono do livro:

Só medito no que me disseste, naquele momento em que separaste de mim: “que todos os entes são depositários de lágrimas, e que têm de devolvê-las um dia”.

Do texto “As filhas do Mar”

Assim que conseguir um link com esse livro edito esse post! Aqui fica o link para O Profeta:

http://www.starnews2001.com.br/kahlil/profeta.pdf

urtado Rodrigues

“A balança é conhecida na qualidade de símbolo da justiça, da medida, da prudência, do equilíbrio, porque sua função corresponde precisamente à pesagem dos atos. Associada à espada, a balança é também a Justiça, mas duplicada pela Verdade. No plano social, trata-se de emblemas da função administrativa e da função militar, que são as do poder dos reis e que caracterizam, na Índia, a casta dos Kshatriya.També m essa é a razão pela qual, na China, a balança é um dos atributos do Ministro, associada, desta vez, a um torno de oleiro. /representada nas lojas das sociedades secretas chinesas, a balança significa o direito e a justiça.

A balança como símbolo do Julgamento é apenas uma extensão da aceitação do precedente da Justiça divina. No antigo Egito, Osíris pesava a alma dos mortos; na iconografia cristã, a balança é segurada por São Miguel, o Arcanjo do Julgamento; a balança do Julgamento também é evocado no Corão; no Tibete, os pratos da balança destinada à pesagem das boas e das más ações do homem são respectivamente enchidos de pedras brancas e de pedras negras. Na Pérsia, o anjo Rashn, colocado ao é de Mitra, pesa os espíritos sobre a ponte do destino; um vaso grego representa Hermes a pesar as almas de Aquiles e de Pátroclo.

Abarcando as noções de justiça, como também de medida e de ordem, a balança entre os gregos é representada por Têmis, que rege os mundos, segundo uma lei universal. No dizer de Hesíodo, ela é filha de Urano (o céu) e de Gaia (a terra), portanto filha da matéria e do espírito, do visível e do invisível. Na Ilíada, aparece também como um símbolo do destino, tal como o testemunha o combate de Aquiles e Heitor: Ei-los que retornam às fontes desta quarta vez. Desta vez, o Pai dos Deuses faz uso de sua balança de ouro; nela coloca as duas deusas da morte dolorosa, a de Aquiles e a de Heitor, o domador de éguas; depois, tomando-a pelo meio, ergue-a, e esse é o dia fatal de Heitor que, por seu peso, faz descer a balança e desaparece no Hades. Então Febo Apolo o abandona.

Como a noção de destino implica a de tempo vivido, compreender- se-á que a balança seja igualmente o emblema de Saturno ou Cronos. Juiz e executor, Cronos mede a vida humana, também estabelecendo o equilíbrio, igual ou não, entre os anos, as estações, os dias e as noites. Pode-se sublinhar aqui que o signo zodiacal da balança é atingido no equinócio do outono; no equinócio da primavera começa o de Áries; nesssas datas, o dia e a noite equilibram-se. Do mesmo modo, os movimentos dos pratos da balança, como os do sol no ciclo anual, correspondem ao peso relativo de yin e do yang, do obscuro e da luz, o que reconduz, sem variação simbólica notável, da Grécia à China clássicas. A fecha (ponteiro), quando os pratos estão em equilíbrio (equinócio) – ou a espada que a ela se identifica – é símbolo do Invariável Meio. O eixo polar que o representa termina na Ursa Maior, que a China antiga denominava Balança de Jade.

A balança é,ainda, o equilíbrio das forças naturais, de todas as coisas feitas para serem unidas (Devoucoux), dasquais os antigos símbolos eram as pedras oscilantes.

Ao equilibrar  as coisas e o tempo, o visível e o invisível, compreende-se que a ciência ou o domínio da Balança seja familiar ao hermetismo e à alquimia: esta cicência é das correspondências entre o universo corporal e o universo espiritual, entre a Terra e o Cèu (v. o Livro das Balanças de Jabîr ibn-Hayyan). E essa balança (mizan) é transferida pelo esoterismo islâmico até mesmo para o plano da linguagem e da escrita, a balança das letras estabelecendo a mesma relação das letras à lingaugem designa à sua natureza essencial. Levar a barra (ou travessão) de tais balanças à horizontar significa sem dúvida alcançar a suprema Sabedoria.

O Livro dos Mortos, dos antigos egípcios, permite-nos fazer uma idéia da Psicostasia, a pesagem (ou julgamento) das almas; nos pratos da balança, ade um lado o vaso (significando o coração do morto), e de outro, a pluna de avestruz (significando a justiça e a verdade). A balança simboliza a justiça, o peso comparado dos atos e das obrigações.

O conhecimento é uma ciência exata e rigorosa: é pesado na balança. Essa medida rigorosa, nós a reencontramos tanto na ordem do conhecimento quanto na pesagem das almas e dos metais.

O equilíbrio simbolizado pela balança indica um retorno à Unidade, à não-manifestaçã o, porque tudo aquilo que é manifestado está sujeito à dualidade e às oposições. O equilíbrio realizado pelos pratox fixados um diante do outro, portanto, significa uma posição para além dos confiltos, que pertencem ao tempo-espaço, à matéria. É a partir do centro da balança e da fixidez do ponteiro que as oposições podem ser encaradas como aspectos complementares”.

Trechos do verbete balança no Dicionário dos Símbolos, de Jean Chevalier e Alain Gheebrant, José Olympio Editora, 8ª edição, 1994.

Pessoal, outro dia estava atoa, trocando canais na televisão, e passo pelo Multishow. Na hora passava o dvd ao vivo do grupo Casuarina… foi paixão à primeira melodia! Samba de raiz com qualidade, afinação e simpatia! Vale a pena conferir!

Casuarina no Twitter: @grupocasuarina

DOWNLOAD (RapidShare)

Krishna para Arjuna:

“Toda vez que a Lei justa se declina, que se levanta a injustiça, Eu me manifesto para a salvação dos bons e a perdição dos maus.

É para reestabelecer a LEI que renasço em cada ciclo. Eu sou tanto a morte que não poupa ninguém, como o renascimento que dissolve a morte.”

Boas reflexões!

Karina

O tango é um dos ritmos mais envolventes já criados. E para envolver mais ainda, Daniel Barenboim, Rodofo Mederos e Hectot Console se unem fazendo o irresistível álbum instrumental Tango Among Friends, só com clássicos de Piazzola. Imperdível!

DOWNLOAD

PAX!